20.5.26

As melhores turnês da Britney: O ranking definitivo

Eu sou muito fã de Britney Spears. É uma cantora que tenho um carinho muito grande, pois foi uma das primeiras que realmente gostei quando era adolescente. Ela também me influenciou bastante para começar a aprender inglês, pois queria entender mais profundamente suas músicas e os “interludes” de suas turnês.


Além disso, ela foi a responsável por tirar a minha timidez quando adolescente e me apresentar grandes amigos. Muitos que ainda mantenho contato até hoje e tenho um amor gigantesco.


Então, como eu amo fazer uma lista, nada melhor do que fazer um ranking com as melhores turnês de sua carreira. Baseado única e exclusivamente no meu gosto pessoal e memórias que tenho em relação aos álbuns.


Prepare-se, pois isso vai levar um tempinho!


7ª Britney: Piece of Me



Eu tenho uma opinião meio lá e meio cá sobre a residência e a pequena turnê que resultou dela. Gosto bastante do setlist e de como a turnê foi desenvolvida, além de gostar bastante dos arranjos. Alguns, ouço até hoje e fico arrepiado com a construção.


Mas, para mim, é um show bem “who”. Acho que só juntaram algumas coisas e saiu aquilo. Falta liga e contexto. Aquele tempero “Britney Spears” das demais tours.


Hoje, ainda sabendo tudo o que estava acontecendo com ela naquele período, dá para entender a falta de energia e de vontade dela na maior parte do tempo.


O único momento que ela realmente parecia feliz foi quando as gays começaram com o “Who is it” antes de Gimme More.

 


 


Nota: 2/10


6ª Femme Fatale Tour

 


Confesso que deixar essa turnê nas últimas colocações tem um gosto um pouco amargo. Foi nesse show que tive a oportunidade de vê-la ao vivo aqui no Brasil e realizar um grande sonho de adolescente.


Porém, essa turnê tem alguns pontos que eu amo. Primeiro, a história do “The Game of Cat and Mouse” que percorre toda a turnê é incrível. E também ver como os arranjos das músicas fazem conexão direta com os países que a “Femme Fatale” passa ao longo do show.


Além disso, o setlist é muito bem pensado. A minha música favorita é Up ‘N Down, adoro as celas subindo e descendo no palco e como ela foge, no final, trancando os policiais dentro da cela. (e também pelo fato de, no último verso, ela sempre ir para o lado esquerdo do palco no show e, em São Paulo, ela ficou parada na minha frente).


Nota: 8/10 (pelo show + meu sonho realizado) e 3/10 pelo momento que ela estava vivendo.


5ª  … Baby One More Time Tour

 


Essa turnê não teve muita coisa diferente. Era a primeira da carreira e o orçamento, certamente mínimo, a deixou bem simples.


O que eu amo dela é o dance break de You drive me (crazy) e …Baby one more time. As coreografias são estupendas e sempre tive vontade de aprender a dançar. Nessa época ela ainda se arriscava muito cantando ao vivo, o que era muito bom.


Nota: 9/10 (ela deveria ter vindo com essa turnê para o Brasil).


4ª The Circus Starting Britney Spears Tour

 


Essa é uma das turnês que eu mais fiquei triste por não ter vindo para o Brasil. Gosto quando os shows saem um pouco do comum e colocam o palco em um formato diferente. Nessa, ele ficava no meio da arena com o público em volta.

A história também é muito legal, a turnê começa com Circus e ela vem descendo do teto. É uma das melhores partes do show. A mudança dos arranjos foi interessante e deu um novo ar para muitas  músicas antigas. 


A minha parte favorita é a das mágicas, pois são músicas que mais ouvi nessa vida do Blackout: Ooh Ooh Baby e Hot as Ice. Não são as melhores mágicas do mundo, dá para ver como são feitas sem a menor dificuldade, mas, certamente, ao vivo deve ter deixado todo mundo bem impressionado.


Coloquei essa turnê nessa posição pois acredito ser um dos poucos momentos da tutela que dá para ver sua felicidade em ter voltado aos palcos.


Nota: 8/10


3ª Oops!... I did it again Tour

Essa é uma das poucas turnês dos meus artistas favoritos que eu gosto de todas as músicas, sem excluir nenhuma. Todas as que estão no setlist são “impuláveis” e os arranjos ainda me deixam gritando e pulando na cadeira até hoje.

Além disso, possui todas as minhas favoritas do álbum que não foram single. Eu amo a coreografia de What you see (is what you get), Don’t go knocking on my door e Satisfaction. Também gosto bastante dos figurinos, pois são simples, mas muito bem acabados.


Não tem muita história, mas a entrega desse show é simplesmente perfeita.


Nota: 10/10


2ª Dream Within a Dream Tour

 


Tenho certeza de que serei completamente massacrado pois TODO MUNDO que eu conheço tem essa turnê como a sua favorita. De fato é um showzaço e, por ter virado DVD, influencia muito a galera. Na época não tínhamos YouTube e a única forma que tínhamos acesso às coisas era dessa maneira.

 

Os efeitos são bem inovadores para a época e influenciou muito o que foi feito no mundo pop nos anos que se seguiram.


E, também, tenho duas memórias muito legais com esse show:


A primeira é com o vídeo do intrelude “making a band” que antecede o ato de I Love Rock ‘N Roll. Nesse momento, a Britney e seus dançarinos estão tentando montar uma banda. Na época os DVDs não tinham legendas em português e tudo era somente em inglês. Ficava meio sem entender as piadas e só ria por conta da plateia. Porém, depois de ter começado a estudar inglês, voltei nesse momento e fiquei muito feliz por, enfim, conseguir entender tudo o que estava sendo dito sem nenhuma dificuldade.


A segunda é com uma das minhas melhores amigas, Rosali. Em um feriado, quando éramos adolescentes, a TV a cabo da casa dela simplesmente parou de funcionar. A única coisa que tínhamos era uma gravação, pasmem, em fita cassete, desse DVD. Era um daqueles feriados mega prolongados, no final do ano, e passamos todos os dias assistindo em loop. É uma daquelas coisas que você não reclama em fazer quando se tem 15 anos.


Nota: 10/10


1ª - The Onyx Hotel Tour



 

Sim, essa é a minha turnê favorita. Sou COMPLETAMENTE obcecado com esse show, mesmo tendo algumas músicas que eu pulo sem nenhum remorso.


O meu primeiro momento favorito é o ato 1, que é completamente de tirar o fôlego, algo que julgo essencial em um show pop. Ele começa com Toxic, e tem um dance break IMPECÁVEL, passa por Overprotected (Remix) uma das minhas versões favoritas, dá um pulo em Boys (remix), com o meu segundo dance break favorito, e finaliza em Showdown. Só nesse começo, eu já estaria sem voz vendo ao vivo.


Já o segundo momento que mais me empolga é o bloco “Mystic Garden”, que tem The Hook Up e I am a Slave For You. Gosto quando ela sai um pouco do óbvio nas performances, sem contar que é um dos meus figurinos favoritos do show.


Um dos últimos momentos que sou apaixonado amo é quando começa com Touch of My Hand. Na época, não era uma das minhas músicas favoritas, mas, ao vivo, ficou muito boa. E a forma que ela conecta com Breathe on me e Outrageous é sensacional. Também é engraçado ver como a HBO tira o zoom total da transmissão ao vivo nesse momento, deixando a imagem bem longe.


Por fim, para fechar essa turnê maravilhosa, vem Me Against The Music, com o figurino vermelho. Ela consegue encerrar o show com chave de ouro, tanto em música, como em coreografia. Até hoje, quando assisto, fico gritando na cadeira com esse momento.


Nota 1.000/10.


Falar de Britney é algo que consigo fazer facilmente, além de ser um dos meus assuntos favoritos nessa vida. Porém, como fã que respeita a pessoa Britney, espero que ela nunca volte a fazer turnês, por todo o sofrimento que ela passou no período de tutela.


Que ela consiga viver em paz e curtir a vida que construiu, sem problemas ou paparazzis correndo atrás dela para uma foto.


E, para nós, temos uma discografia enorme impecável. Além de registros de turnês deliciosas para nos deliciarmos.

 

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12.2.26

Yellowface: será que é tão yellow assim?



 


Conheci a Rebecca F Kuang meio que por acaso quando o meu marido, João, comprou um dos seus livros chamado Katabasis. Peguei para ler a sinopse e fiquei maravilhado com a história. Fui, então, pesquisar outras obras de sua autoria e acabei me deparando com o Yellowface, que foi traduzido no Brasil como A Impostora.

Preciso confessar que decidi ler esse livro exclusivamente por conta da capa. Fiquei apaixonado, pois, sua ilustração é toda amarela e tem apenas dois olhos desenhados. Ao longo da leitura também gostei DEMAIS do trabalho INCRÍVEL que a tradutora Yonghui Qio fez. Em diversos momentos temos algumas adaptações de gírias da internet que ficaram excelentes tanto para o contexto do livro como para o momento atual das redes sociais..

O livro e as personagens

Na história conhecemos Athena Liu e  June Hayward .Elas são amigas e formadas pela Universidade de Yale com um sonho em comum: serem escritoras. Poderia ser uma trama normal e simples, apenas contando os desafios e dificuldades no momento pós-faculdade e sua inserção no mercado de trabalho.

As coisas começam a mudar quando Athena Liu acaba morrendo logo nos primeiros capítulos, após ter finalizado a estrutura do seu novo romance. Ela comenta em um jantar com a sua amiga June Hayward e pede para ela ler algumas páginas e dizer o que achou, mas ela desdenha e acabam seguindo com o momento de distração. Após o ocorrido, sua amiga aciona o resgate e acaba levando o rascunho para casa e se apropriando da história.

Pontos fortes da trama

Os pontos fortes do livro estão na maneira como a autora trata temas complexos, mas sem ficar explicando como se fosse uma enciclopédia. Ela insere o tema no contexto diário e mostra as suas consequências nos mais diversos discursos.

Um exemplo é a visão que June Hayward possui sobre o sucesso de sua amiga. Para ela, ele se deu apenas pelo fato de ela ser uma escritora sino-americana e explorar as histórias de sua ancestralidade. Em nenhum momento ela se dá conta de todo o trabalho de pesquisa que Athena faz para desenvolver os livros e contar as histórias.

É uma visão parecida com a que muitos possuem sobre o sistema de cotas nos vestibulares e concursos por exemplo. A pessoa “jura” que não passou por conta dessa política pública, mas, quando vamos ver o, cotista ficou em segundo lugar e a pessoa estava na colocação de Nº 300. O problema sempre está no outro, nunca no que você entrega.

Nesse contexto ela coloca outras camadas de temas bem densos para serem debatidos como o discurso de ódio nas redes sociais, apropriação cultural, ética e plágio, além de muitas questões sobre como funciona o mercado editorial.

A narrativa é fluída e, ao meu ver, não existe nada que esteja apenas para encher linguiça. Todas as cenas e acontecimentos embasam os temas e as questões debatidas no livro, sendo essenciais para o desenvolvimento da trama.

Valeu a pena?

Sim! Esse foi um dos livros que entrou dentro do ranking que li em pouquíssimos dias. Você fica entre amor e ódio com a personagem principal, a curiosidade para saber o que June Hayward irá aprontar (e se irá se dar mal) só cresce e você não quer parar.

Recomendo, e muito, a leitura!


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3.2.26

Ainda tem espaço para escrever?

Fui criado em uma época que escrever sobre o que aconteceu em seu dia era o principal conteúdo gerado por qualquer pessoa na internet. Durante muito tempo mantive o "confissõesdeumclubber.blig.com.br" com conteúdos que pareciam mais conversas de bar. Tudo isso em uma época que eu não podia e nem costumava beber.

Confesso que era uma época que eu amava e sinto ainda muita falta.

Tem alguns anos que ensaio voltar com um blog, mas sempre acontece alguma coisa que tira aquela motivação e o tesão em escrever. Porém decidi que em 2026 quero mudar esse cenário e fazer ao menos um post por semana.

Sem pressão ou expectativas! Apenas pelo tesão de organizar as palavras e tentar fazer algum sentido.

E o que podemos esperar?

Confesso que esse foi um dos principais pontos que me questionei enquanto estava personalizando o layout desse blog. Então decidi concentrar em 3 pontos que fazem meu coração palpitar.

Livros: eu amo ler desde quando era adolescente e sempre tive um gosto um pouco peculiar. Quero contar as minhas percepções sobre o que tenho lido e trazer indicações de coisas interessantes. Espere de Willian Gibson até Rick Riordan.

Música: ainda se faz música como nos anos 2000? É isso que quero descobrir. Aqui pretendo trazer coisas que apareceram enquanto estava navegando pelo Spotify, mas também relembrar coisas que estão na minha playlist desde os 15 anos.

Listas: sou um orfão do Top Top da MTV e acredito que nunca fizeram um programa com a criatividade e qualidade de pesquisa como ele. Aqui espere os assuntos mais aleatórias, como o ranking das melhores paquitas, até questões importantes da sociedade como os mogs de ombros essenciais para Magos no WoW.

Essas três categorias serão suficientes? Não sei! Mas acredito que seja um bom começo para esse canal.

Vamos juntos? 

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